“Temos um adversário, que o bicho anda com uma raiva que eu não sei de quê. O programa está pesado, o programa está baixando o nível. O programa está rasteiro
- É possível fazer uma campanha com nível elevado. Ninguém precisa baixar o nível da campanha. Ninguém precisa tentar transformar a família em vítima. Ninguém precisa ficar dizendo que está descobrindo o sigilo não sei de quem.”

O trechinho aí é do discurso de Lula em Guarulhos, e que eu reproduzo, em parte, no material que o site de Dilma disponibilizou. Ela mesmo não foi, porque seu neto Gabriel está para nascer lá em Porto Alegre. Mas o outro anjo Gabriel de Dilma foi ao ponto, matando esta explorações
- Cadê este tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê o vazamento das informações?
Este é o centro da questão: o que é que vazou até agora? Qual é o segredo que foi ilegalmente revelado? O que é que vazou da intimidade fiscal de Verônica Serra?
Sabe-se que alguém conseguiu ilegalmente uma cópia de sua declaração de renda. Mas, até agora, a pessoa podia ter pego a declaração e ateado fogo cinco minutos depois. O que aconteceu? Houve chantagem? Houve vazamento para a imprensa, alguém publicou algo sobre a moça?
Nada. Este é o vazamento sem água, como foi o dossiê que ninguém viu, como foi o grampo sem áudio de Gilmar Dantas.
Prestem bem atenção na argumentação do presidente. Vamos começar a trocar esta palavra “sigilo”, que não quer dizer nada, pela palavra “segredo”.
Quebraram o segredo fiscal de Verônica Serra. Sim, qual segredo? Qual é o segredo que se quebrou? Onde saiu alguma informação relativa a isso.
Está evidente que isso foi ação de chantagistas – por dinheiro ou por política – e não uma tentativa de desmoralizar Serra publicamente por uma simples, singela, básica razão: nada veio a público.
No discurso, Lula, que está com o braço numa tipóia por causa de uma tendinite, explicou a atitude de Serra:
- É próprio de quem não sabe nadar e cai na água e fica se batendo até morrer afogado.
Enquanto isso, Lula nada de braçada.

Postado por Brizola Neto 12 comentários

Os visitantes mais assíduos deste Tijolaço devem ter reparado que o site, hoje, endoidou, ficou lento, perdeu o rumo e se complicou todo. Desde cedo, lá pelas 10h, o bicho saiu de controle. Nada, aparentemente, era problema. Mas nada funcionava direito também. Tentou-se, durante toda a tarde e início da noite descobrir o erro. Impossível. Então, a solução foi copiar manualmente os posts que ficavam aparecendo e desaparecendo para os leitores, restaurar o backup da madrugada de hoje, recolocando-os, um por um.
Evitamos o quanto pudemos esta solução do tipo “chutar o balde”, para não perder comentários. Mas chegou uma hora em que a decisão tinha de ser tomada. O problema era perder as dezenas de comentários feitos mais cedo. Não teve jeito. Peço desculpas sinceras aos comentaristas cuja participação foi perdida e espero que novos problemas não aconteçam. Ou, se acontecerem, que sejam menores.
Eu tenho de ser sincero: não tenho uma estrutura do tamanho do acesso que o site está tendo e isso pode acontecer.
E, para rir do que deixou a gente tão agoniado, coloco a ilustração deste post, porque mostra o que as vezes a gente tem vontade de fazer. E não faz, é claro…

Postado por Brizola Neto 15 comentários

O ex-primeiro ministro britânico Tony Blair foi recebido a ovos e sapatadas por manifestantes em Dublin, onde esteve para a primeira sessão de autógrafos de seu livro de memórias, A Journey (Uma jornada), no qual afirma que não se arrepende de ter levado a Grã Bretanha a entrar na Guerra do Iraque, em 2003.

Certa vez, um jornalista inglês conhecido de uns amigos perguntou a um grupo de brasileiros quem consideravam pior, George W. Bush ou Tony Blair. Diante das respostas majoritárias para o ex-presidente norte-americano, disse que Blair era muito pior, pois ao contrário de Bush Júnior, que queria completar o trabalho do pai e entregar o Iraque às empresas dos Estados Unidos, Blair não fazia mais que o papel de linha auxiliar da aventura americana.

Blair endossou a falácia das armas de destruição em massa do Iraque e centenas de militares britânicos morreram na ocupação do país. A guerra foi e continua sendo muito mais cruel para a população iraquiana. Em sete anos de conflito foram mais de 100 mil civis mortos. Blair diz no seu livro que não poderia antecipar o desastre em que transformaria a guerra no Iraque, mas suas lágrimas de crocodilo não comoveram os irlandeses, que o chamaram de criminoso de guerra, como conta a BBC no vídeo postado acima.

Postado por Brizola Neto 3 comentários

Mais um bom sinal de que o factóide dos sigilos fiscais não está provocando efeitos. No quarto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/IG, Dilma subiu um ponto em relação a sexta-feira, chegando a 53%, e Serra se manteve nos 24% do dia anterior. Com isso, a diferença entre os dois subiu para 29 pontos.

Marina também estacionou nos 8% de sexta-feira; brancos e nulos somam 4%, indecisos são 10%, um ponto a menos que no levantamento do dia anterior, e os demais candidatos têm 1%. A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.

Dilma também foi a única a variar na pesquisa espontânea, passando de 41% para 42% das intenções de voto. Serra tem 19% e Marina, 6%.

Dilma mantém a liderança em todos as regiões do país e vem ampliando sua vantagem. Na região Nordeste, a que mais lhe favorece, subiu de 68% para 70%, enquanto Serra continuou em 15%. Na região Sul, onde tem sua menor vantagem, Dilma passou de 47% na sexta-feira para 49%, e Serra oscilou negativamente de 31% para 30%.

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Ontem cobrei aqui que o PT agisse, verificasse a ficha de inscrição do tal contador e esclarecesse logo essa história mal contada para não dar margem de manobra ao inimigo. O partido agiu e divulgou no início da tarde nota de seu diretório em São Paulo em que esclarece que o Sr. Antônio Carlos Atella Ferreira jamais participou da vida do partido, embora tenha tentado se filiar.

Por conta de um erro de digitação na tentativa de filiação do admirador do Serra, em outubro de 2003, a Justiça Eleitoral deixou de efetivar o registro de filiação, e o contador jamais procurou o PT para corrigir a situação. A nota do presidente estadual do PT-SP parece bem detalhada e agora caberia ao TRE esclarecer como apresentou o sujeito como filiado se a pendência jamais se resolveu.

Transcrevo a nota que aponta para a picaretagem que envolve tudo o que faz este cidadão, que não mereceria uma linha sequer se a nossa imprensa não estivesse interessada em salvar a candidatura de Serra.

Nota do PT de São Paulo sobre filiação em Mauá

Diante das notícias veiculadas por órgãos de imprensa acerca da filiação do Sr. ANTÔNIO CARLOS ATELLA FERREIRA ao Partido dos Trabalhadores (Diretório de Mauá – São Paulo), o DIRETÓRIO ESTADUAL DE SÃO PAULO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES vem de público esclarecer que:

1. Foi apresentada ao Diretório Municipal do PT de Mauá, em outubro de 2003, proposta de filiação do Sr. ANTÔNIO CARLOS ATELLA FERREIRA;

2. Ocorre, porém, que ao ser escrita ou digitada a solicitação de filiação, o seu nome foi grafado de forma incorreta, encaminhando-se, em decorrência disso, aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral, o pedido de registro de filiação em nome de ANTÕNIO CARLOS “ATELKA” FERREIRA;

3. Em decorrência de não existir compatibilidade entre o nome constante do pedido de registro de filiação e os documentos eleitorais firmados em nome de ANTÔNIO CARLOS ATELLA FERREIRA, a Justiça Eleitoral deixou de efetivar o registro da filiação;

4. Desde então, o Sr. ANTÔNIO CALOS ATELLA FERREIRA nunca procurou os Dirigentes do Diretório de Mauá para corrigir a situação da sua filiação junto a Justiça Eleitoral. Da mesma forma, ele nunca participou de qualquer órgão de direção partidária, nem de qualquer evento, seminário, reunião ou atividade promovida pelo Diretório, não tendo nunca cumprido quaisquer obrigações estatutárias estabelecidas para os nossos filiados, nem mesmo sequer comparecido para votar em quaisquer dos nossos processos eleitorais internos;

5. Assim, o Sr. ANTÔNIO CARLOS ATELLA FERREIRA, por não ter tomado qualquer iniciativa para regularizar o registro da sua filiação, acabou por ter o seu nome excluído, pela Justiça Eleitoral, do quadro de filiados do Partido dos Trabalhadores, não tendo ainda em momento algum, ao logo de todos estes anos, participado minimamente da nossa vida partidária. Desse modo, tanto perante a Justiça eleitoral como para o Partido dos Trabalhadores, ele não é considerado como integrante do nosso quadro de filiados.

São Paulo, 3 de 0utubro de 2010

EDINHO SILVA

Presidente Estadual do PT-SP

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Se o Datafolha ainda insiste em possibilidades sinistras de recuperação de Serra, alimentadas sempre por casos policialescos, o colunista da Folha de S.Paulo, Fernando Rodrigues, afirma categoricamente em seu blog que o “Receitagate”, como batizou o caso dos vazamentos de dados da Receita Federal, não funcionou eleitoralmente.

Discordo radicalmente da expressão “Receitagate”, que tenta equivaler um caso ainda muito mal explicado e com possibilidades de estar restrito à disputas internas do próprio tucanato, ao famoso “Watergate”, que levou o presidente Nixon à renúncia, mas o reproduzo com a certeza de que a mídia o assumirá de agora em diante para estabelecer as devidas ressalvas.

Mas o que é importante é que o colunista da Folha reconhece que o assunto foi “bombardeado” na cabeça do eleitor, inclusive com a prestimosa contribuição do jornal em que ele escreve, mas que a pesquisa do Datafolha mostrou que isso não serviu para nada, já que Dilma subiu um ponto, e Serra caiu outro, aumentando a diferença entre os dois de 20 para 22 pontos.

O colunista vai além ao indagar se a “estratégia serrista” ainda pode funcionar até 3 de outubro. Ele considera que o fato de um petista de “baixíssimo escalão” ter requerido fradulentamente a delcaração de IR da filha de Serra não atinge diretamente a Dilma. A colocação do colunista é interessante, pois ele reduz o tal contador ao que ele realmente é, um nada, o que contraria a manchete do seu jornal, justamente destinada a proclamara que o dito cujo foi militante do PT. Como influente jornalista da Folha, ele deveria dizer ao comando da redação que manchtes não se destinam a personagens de “baixíssimo escalão”.

O colunista da Folha argumenta a sua análise com o fato, provado pela pesquisa do Datafolha, de que a “massa” mais interessada no processo eleitoral já está a par do tema explorado a exaustão por Serra e não se indignou. Ou seja, 51% já assistiram a propaganda eleitoral, não cairam no trololó de Serra e consideram que Dilma está se saindo muito melhor.

Juntando esta parcela aos que viram sua vida melhorar durante o governo Lula e sabem que Dilma é quem vai dar continuidade a esta política o cenário se fecha. É lógico que a disputa não está encerrada. O próprio colunista da Folha ressalta o pouco efeito do episódio da Receita se ele “continuar circunscrito ao que já se sabe”. Assim como Datafolha, deixa sempre um espaço aberto para novas campanhas sórdidas.

Mas continuamos com a verdade ao nosso lado e ela nos levará a vitória em 3 de outubro.

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