Não existe outra palavra senão “escandalosa” para definir a situação descrita na matéria de página inteira que O Globo publica sobre a disputa pelo controle da Vale. Não são necessários mais dos que alguns dados e frases contidos na matéria para que se tenha idéia da maneira que está sendo gerida a segunda maior empresa industrial brasileira, que detém 80% das reservas minerais de nosso país.
A primeira contatação é aquilo que vimos dizendo aqui: a ordem do Bradesco – que controla a empresa com menos de 10% do capital, e indicou como presidente da empresa, Sr. Roger Agnelli – é tirar tudo o que puder tirar, o mais rápido que puder tirar das jazidas de ferro brasileiras. A exportação, que em 2007, rendeu Us$ 13,7 bilhões (80% disso para a vale), pulou para US$ 22,8 bilhões.
A Vale, em razão do bom preço do minério, elevou em 20% (de 300 para 360 milhões de toneladas) sua expectativa de produção para este ano.Para aumentar o investimento em produção de minério, com baixo valor agrado, freou ou cancelou seus investimentos em siderurgia, para produzir aço e agregar valor ao minério.
Logo a seguir a gente vê que um negócio como o da mineração de ferro, que usa um recurso do subsolo – propriedade da União -, que causa danos ambientais enormes e que é feito com uma empresa que foiu praticamente doada pelo Governo paga menos impostos que o botequim da esquina da sua rua. Eles enchem a boca para dizer que deram milhões ao Governo em impostos, mas não falam que, para cada milhão que pagaram, 100 milhões embolsaram.
Mas a matéria não pára aí. Ficamos sabendo, por ela, que, para “acalmar” o Governo, o Bradesco – lembrem-se, dono de menos de 10% do capital da vale – estaria pensando em “dar a cabeça” de dois diretores ligados ao PSDB e ao Governo FHC! Então a Vale é uma empresa privadas, com nomeações “políticas”, só que da oposição?
Estamos reunindo todo este material. O senhor Agnelli poderá se furtar com quais critérios rege não apenas um patrimônio público abocanhado em condições suspeitas – pelo que sempre pode dizer que é passado – mas terá de dar contas do que fazer de uma concessão pública, que é o direito de explorar nossas riquezas minerais. Por pior que seja nosso atual Código Mineral – há uma nova proposta em dabete na Câmara, numa comissão de que faço parte – ele diz, no seu artigo 1: ” Compete à União administrar os recursos minerais, a indústria de produção mineral e a distribuição, o comércio e o consumo de produtos minerais”.
A Vale, portanto, terá de responder pelo que está fazendo.







Artigo escrito para Jornal de minha cidade
O Petróleo é Nosso
A frase foi o slogan da campanha sobre o petróleo brasileiro de 1947. A sociedade brasileira engajou-se nessa batalha permitindo a Getúlio Vargas a criação da PETROBRAS. Essa mobilização iniciada fomentou um movimento cívico ímpar e permitiu que na atualidade, a nossa empresa estatal conseguisse o feito inédito de encontrar petróleo em águas profundas. Trata-se do Pré-sal uma riqueza inigualável e que nos torna na atualidade, senhores de grande parte da energia que move o mundo.
O Presidente LULLA, no dia (07)sete de setembro fez um pronunciamento histórico enaltecendo a conquista, mas alertando a sociedade para o fato que essa riqueza não seja a nossa maldição movida pela ganância imperialista de outras nações e muito menos pelo fato de não sabermos usá-la para o desenvolvimento social da nação brasileira.
Diante desse fato, atendendo ao chamado nacionalista, me dispus a ir na Câmara Municipal de Vereadores do Município de Casca onde exaltei a proposta presidencial de que a prospecção das reservas seja explorada fundamentalmente pela PETROBRAS. A aposta do governo vai em três direções. LULLA quer criar um fundo com três vertentes básicas: “Cuidar da educação, da ciência e da tecnologia e da pobreza neste país.” Por princípio e ideologia, acredito que a proposta presidencial chega muito próximo das minhas convicções nacionalistas, muito embora acreditamos que poderíamos ter se aprofundado ainda mais no modelo exploratório, com mais domínio estatal. Mas considerando as circunstâncias, o modelo abre espaço para a iniciativa privada, o que é salutar para efetivar parcerias. Muito embora, na atualidade orgulhosamente, não exista ninguém no mundo, no setor energético, mais competente do que a empresa estatal PETROBRAS.
Minhas proposições consistem em endossar o apoio à tese da educação, mas com a ressalva para o ensino em tempo integral, apoio para agricultura familiar responsável por 70% da comida que vai no prato do povo brasileiro e apoio para as questões ambientais. Casca nunca se furtou de participar dos grandes embates e dos grande debates nacionais. Foi assim no período que antecedeu a nova Constituição, nos debates de implantação do SUS ( Sistema Único de Saúde), nos movimentos educacionais e rurais. Esse envolvimento foi significativo. Assim sendo creio que a população pode externar sua opinião à novas teses sobre a exploração do pré-sal, remetendo suas proposições para ao Poder Legislativo utilizando o email camara@pmcasca.com.br.
Trata-se de uma ação cívica que resultará em benefícios à toda população. Com essa ação conjunta envolvendo toda a base do governo LULLA, representada na Câmara de Vereadores esperamos que o nosso município não fique somente de expectador e faça jus a sua história de participação nos grandes eventos desse Pais. De minha parte ao ocupar a TRINUNA LIVRE exerci as prerrogativas que a Constituição Brasileira me outorgou, ao qual ajudei humildemente a construir em debates idos, nos Simpósios sobre a nova Constituição ocorridos na década de 80.
O petróleo é nosso mas ainda precisamos que eles se torne de fato um meio para as melhorias sociais e econômicas do povo brasileiro. Agradeço ao Poder Legislativo de Casca em mais essa oportunidade. Esperamos juntos por sugestões, para que possamos remeter ao Congresso Nacional aonde estão sendo votadas as propostas do Pré-sal.
OBS: Mais informações: Blog da ETROBRAS
Blog Tijolaço.com
Antonio Cezar Perin
Apoiado, nobre Dep. Brizola Neto.
Chumbo grosso nesses caras !
Sds
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