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Com a posição de Estados Unidos e China, a Conferência do Clima, em dezembro, parece estar fadada ao fracasso

Hoje, infelizmente, concretizou-se o que muitos de nós suspeitávamos: os países ricos não estão disposto a assumir qualquer compromisso formal para reduzir a poluição e a emissão de gases que provocam o efeito-estufa e, com ele, o aquecimento global. Barack Obama à frente,  os países integrantes da Cooperação Econômica  Ásia-Pacífico decidiram que na Conferência do Clima, daqui a um mês, em Copenhague, não assinarão qualquer documento de compromisso de redução de suas emissões.

Mesmo decepcionante, não chega a ser uma surpresa. Principalmente, por parte da China e dos Estados Unidos que, juntos, respondem por 25% das emissões do planeta. Os EUA já tinham fugido do protocolo de Kyoto, há mais de uma década, e agora fogem de novo.

Semana passada alertei aqui para o fato de que – embora desejada por todos nós – uma redução unilateral das nossas emissões, além de um ponto prudente, nos tiraria as armas para pressionar o mundo desenvolvido – que polui muito mais – a cortar suas emissões. No caso brasileiro, por exemplo, se não produzíssemos uma grama de gases de efeito estufa isso representaria menos que 15% de redução das emissões norte-americanas.

Mas é mais fácil para alguns grupos ambientalistas de lá fazerem pressão sobre o Brasil. Não duvido, até, das boas intenções. Mas é um ato de grave miopia política cobrar de nós e deixar os grandes poluidores seguirem destruindo o planeta.

A meta brasileira, perto dos 40% de cortes na emissões é muito ousada. Não devemos assumi-la como compromisso internacional sem contrapartida dos países poluidores. Podemos e devemos fazer, internamente, mas não há sentido em nos comprometermos a cumprir muito, quando eles não querem cumprir nada.

Postado por 2 comentários

2 Comentários até agora.

  1. Jase Jasson Frantz Konzen says:

    É uma atitude de no mínimo, “inocência” da parte de um deputado defender a negligência estatal perante o desmatamento.
    Zerar o desmatamento deve ser uma meta almejada com o objetivo de preservar o patrimônio natural do país às futuras gerações, impedindo a sua destruição das riquezas nacionais pelos interesses de latifundiários e madeireiras que exploram o trabalho escravo e invadem terras públicas, refletido no IDH baixo de municípios onde as riquezas são concentradas pelos políticos e madeireiros.
    É preciso diferenciar as emissões das indústrias que geram empregos das emissões do desmatamento que só geram riqueza fácil para poucos.

  2. Douglas Otaviani Tôrres says:

    Já disse isso varias vezes,não sei se neste blog. Estão apenas adiando o pagamento da conta ,que virá quer queiram ou não,estão passando a conta para outra geração, e os juros são astronomicos, Quando furacões ,tsunames estiverem varrendo o planeta, e as teraas costeiras com suas grandes cidades (New York ,Londres ,Los Angeles,Rio etc) estiverem embaixo d’agua ,ai sim todos correram para fazer e assinar qualquer coisa. Infelizmente todos nos habitantes do planeta vamos pagar com vidase o que é pior com a vida de nossos filhos. Que mundo é ess que vamos deixar para eles. Arrogancia ,ignorancia ,ganancia ,sei la ,nem mais sei o que dizer………..

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