Enquanto uns bobalhões ficam desenvolvendo teorias do tipo “qual será a provocação que vamos fazer agora”, à procura da tal “bala de prata”, a campanha de Dilma puxou logo uma peça de canhão para exibir nos comerciais de televisão, com a inserção que passou a ir ao ar hoje – assisti há pouco, na TV.

Um Lula absolutamente tranquilo aparece e diz que Dilma disparou nas pesquisas e que, por isso, está sofrendo ataques e acusações semprovas. Vai ao ponto e diz que ela é a “legítima” continuadora do trabalho dele. Que ela é o futuro. E deixa claro que Serra é a volta ao passado que o Brasil não quer mais.
Demolidor. Assista.

Postado por Brizola Neto 28 comentários

Embora a quantidade de dados seja muito grande e os torne, portanto,  difíceis de serem fizados, o programa de Dilma, hoje à noite, em seu conjunto, fixa as idéias importantes que, mais cedo, procurei acentuar no post que escrevi sobre a independência.

A primeira delas é a de que o povo é a razão de ser de um país. A segunda, que não se faz independência sem desenvolvimento e a terceira, inseparável, é a de que não pode haver desenvolvimento sem justiça social.

Para quem não assistiu, coloco o vídeo aí em cima. Muito bom, e vale a pena ser visto por todos.

Postado por Brizola Neto 21 comentários

Embora aqui e ali estejam sendo plantadas notinhas sobre um “efeito dossiê”- aquele efeito que ninguém vê – desta história da quebra do sigilo sobre a campanha de Dilma, a boa e velha política está mostrando muito mais do que os interesses eleitorais incrustrados em algumas colunas de jornal revelam.
Serra acoelhou-se, fugiu so assunto e disse que o caso, agora, “é do partido”. Marina, animada com a possibilidade de ser aproximar mais do decadente Serra, diz que ele está manobrando o caso “para se fazer de vítima”.
Quem  cunhou uma expressão apropriada para esse episódio do acesso a dados fiscais de alguns tucanos, que a campanha de Serra quis transformar no fato capaz de modificar o curso da história, foi  chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho. Disse Carvalho que a bala de prata pode ter virado bala perdida, já que o tracking Vox Populi/Band/IG mostra que Dilma abriu vantagem mesmo sob o bombardeio da mídia, atualmente a aliada preferencial de Serra.
Mas em certo sentido, a bala perdida tem efeitos mais nefastos que a bala de prata. Mesmo que esta tenha um propósito espúrio de tentar transformar por quaisquer meios uma realidade desfavorável, a outra costuma fazer vítimas inocentes. Num gesto esesperado, Serra atira contra a campanha de Dilma e atinge vários outros alvos. Primeiro, as próprias instituições políticas, que vêm se aprimorando em nossa democracia recente e retrocedem com a invocação dos tempos de Collor, como se estivésssemos no mesmo lugar 21 anos depois.
O recurso à baixaria feito por Collor em 1989 é repetido de certa maneira por Serra, quando tenta comparar o caso de sua filha ao da filha de Lula apresentada em plena campanha. A distância entre os fatos é galática e o recurso a eles, vergonhoso. É incrível como uma corrente política que quis se apresentar ao país como “força modernizante”, pratica métodos que se assemelham em muito à UDN golpista de tempos passados.
Se atenta contra o avanço político, a bala perdida de Serra também atinge inocentes, envolvendo funcionários de carreira da Receita, como se todo o órgão fosse um antro de bandidagem. Não é, e deve ser expurgado dos que sejam criminosos, porque é essencial para a justiça tributária se imponha e não se sonegue o imposto que permite dar á população, progressivamente, os serviços públicos a que ela tem direito.
“Balas de prata” , artifícios para vencer as eleições , têm sido armas da direita. Foi usada por Collor contra Lula em 89, no episódio Lurian; foi usada por Fernando Henrique, com a manipulação da moeda, em 94, e a sobrevalorização cambial, em 98. Eleição, para a esquerda,  não se faz com  dossiês, segredos revelados, bisbilhotagem, arapongagem. Faz-se com o processo de formação da consciência popular, faz-se por uma população que vê, ouve, debate e, sobretudo, vive uma realidade e é quem pode julgar se ela deve continuar na direção que vai ou se tem que mudar de rumos.
O resto é coisa de quem já que não tem mais elementos para vencer o debate políticoe apela para atitudes desesperadas.

Postado por Brizola Neto 22 comentários

Alguns comentaristas, hoje, tocaram no assunto. Por isso, quero falar sobre mais esta exploração da Folha, que hoje publica uma matéria intitulada “No PDT, Dilma participou de uma das últimas brigas de Leonel Brizola”. É “comovente” o esforço do jornal, que sempre teve – vou ser muito gentil – as maiores retrições a Brizola, em mandar uma “enviada especial” até Porto Alegre, com a missão de fazer esta intriga.
Nem precisava. É publico e notório que houve uma divergência entre a direção do PDT gaúcho e do nacional, em 2000. E que Dilma saiu do PDT e filiou-se ao PT, depois de 20 anos. PDT e PT, especialmente no Rio Grande do Sul, travaram intensas disputas políticas. Brizola e Lula, também, muitas vezes se desentnderam. Mas qualquer pessoa honesta que observar a história verá que, nos embates decisivos, não houve briga, ressentimento ou mágoa que os impedisse de se unir.
Há mais de um ano venho dizendo aqui que não me arvoro a dizer que, se Brizola fosse vivo, faria assim ou assado. Sei, porém, que não vacilava nos momentos decisivos. Conduzia, ajeitava, serenava os inconformados, mas seguia o rumo que era seu dever seguir. Alceu Collares, um dos remanescentes de sua geração, foi um dos pivôs do conflito partidário que levou à saída de Dilma. E qualquer pessoa sabe que ele foi a vanguarda do apoio do PDT gaúcho à campanha que representa o nosso povão.
Meu avô não fazia política com ódios e ressentimentos. Pode ter tido suas mágoas, num momento em que, aos 80 anos, sentia companheiros deixarem o partido. Mas não foi “uma das últimas brigas” de Leonel Brizola, aquela. Nem das últimas, nem das mais intensas.
Como qualquer um de nós, ao longo de convivências próximas, como foram as do PDT e do PT, sabe que conflitos acontecem. Ele e Lula protagonizaram vários, e estiveram juntos outras muitas vezes.
Há um ou outro brizolista que prefere pensar nos conflitos do varejo da política e deixa de enxergar os horizontes da história. Merecem respeito e diálogo. Mas o que a Folha faz é intrigar a memória de alguém que não pode estar aqui para dizer se faria “assim ou assado”. Ninguém, nem eu mesmo, seu neto.
Só posso garantir que ele estaria, como esteve ao longo de toda a sua longa e combativa vida, ao lado do povo brasileiro e lutando contra a mídia que o desinforma.

PS. Lembrei ter postado, lá no brizolaco.com, meu site de campanha, um vídeo em que falo sobre isso, se você quiser assistir, clique aqui.

Postado por Brizola Neto 33 comentários

“O Brasil era um país que dependia do Fundo Monetário Internacional para definir desde a política do salário mínimo, passando por investimento em estradas, em saneamento, em água tratada, esgoto, urbanização de favela, enfim, tudo necessitava do aval do FMI. A ruptura dessa tutela, e tenho certeza que para sempre, é uma das maiores comemorações que o povo brasileiro pode ter. É uma conquista do governo Lula que o meu compromisso é preservar”.

O trecho aí em cima é da entrevista de Dilma, hoje, em Brasília, falando no Dia da independência. Embora os jornais só quisessem a história do vazamento do sigilo que não vazou, ela foi ao ponto essencial no dia de hoje, marcando o que é mesmo, de fato, ser independente. Talvez parecça pouco, mas quero lembrar que, oito anos atrás, no apagar das luzes do Governo FHC, os candidatos á sua sucessão foram chamados ao Palácio do Planalto para assinarem uma “adesão” moral a mais um acordo do Brasil com o FMI. Quem não assinasse, seria responsável pelo “caos”.
Amanhã voltamos ao “trololó”. Se valer a pena, porque do jeito que vai o “coiso” só vai mesmo ter os votos da mídia.

Postado por Brizola Neto 19 comentários

Depois de uma semana de medição do tracking Vox Populi/Band/IG, no qual Dilma subiu cinco pontos percentuais, de 51% para 56%, e Serra caiu quatro pontos, de 25% para 21%, ficou patente, segundo cientistas políticos ouvidos pelo IG, que o acesso ao sigilo fiscal de pessoas ligadas ao tucanato não interferiu na escolha do eleitor.

“A Dilma ficou uma semana sob fogo cruzado, mas a crise não colou na campanha”, afirma Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político e pesquisador da PUC-SP e da Fundação Getúlio Vargas. “Serra deu um tiro no pé” ao atribuir a Dilma a quebra do sigilo e, logo de cara, pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a impugnação da candidatura petista. “Ao negar o pedido, o TSE sinalizou que o problema pode ser do PT, mas não é da campanha da Dilma”, completou Teixeira.

A diferença de 35 pontos percentuais é a maior já registrada de Dilma Para Serra, o que aponta para uma consolidação do voto. “A maioria esmagadora dos eleitores já optou pela candidata do Lula e o episódio do sigilo, em que pese a gravidade do assunto, não teve repercussão para o eleitorado”, confirmou ao IG o cientista político e presidente da Arko Advice Consultoria, Murilo de Aragão.

Para Aragão, “a tendência das eleições está dada”. Ele diz que desde o ano passado já esperava uma vitória da candidata petista no primeiro turno, mas a grande surpresa no processo eleitoral “é a tamanha vantagem da Dilma”. Com relação ao candidato tucano, Aragão vaticina: “Serra está perdido. Hoje ele é um passageiro da campanha”.

A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.

Postado por Brizola Neto 40 comentários

Eu só descobri graças aos nossos comentaristas, porque o IG só atualizou o gráfico, não a matéria do site. Mas o fato é que Dilma subiu mais um ponto e Serra caiu mais um, em relação aos dados divulgados ontem. Agora, são 56% dos votos totais declarados em favor de Dilma, contra 21% de intenções de voto em José Serra.

Com isso, Dilma passa dos 65% dos votos válidos  e Serra fica com 24,4%. Em números absolutos a diferença entre Dilma e Serra vai se aproximando de 40 milhões de votos.

Mais importante, não há qualquer sinal que a tática desesperada da mídia esteja produzindo o resultado que esperam.

Quando houver mais detalhes, publico aqui.

Postado por Brizola Neto 85 comentários

Por sugestão de um comentarista, foi possível lembrar que há dez anos atrás, vazaram da Receita Federal os dados do Imposto de Renda de Fernando Henrique Cardoso, Sílvio Santos, Gugu Liberato e dados cadastrais de “apenas” 17 milhões de brasileiros.
Isso foi em abril de 2000. O presidente (o presidente “é o responsável pela bandidagem”, disse há dias o Estadão sobre o caso da atual quebra de sigilo) era um certo senhor chamado Fernando Henrique Cardoso, atualmente em viagem ao exterior e que se apresenta apenas nos seus artigos de jornal, onde pede ao Ministério Público que casse a candidatura de Dilma Rousseff.
Os dados eram vendidos em disquete, pela quantia de R$ 6 mil e a desfaçatez era tanta que chegavam a anunciar em classificados de jornal.
Não me recordo de o assunto ter ido parar nas manchetes de todos os jornais. Não me lembro de uma indignação da grande mídia, dos colunistas advertindo que a democracia estava ameaçada. Não registro a revolta de Serra e de outros “graúdos” da política com o vazamento.
Era um caso de polícia e como caso de polícia foi tratado.
Mas as matérias da Época e a da Folha de 2000 estão aí, recordadas e disponíveis para os “lasserras” de ocasião olharem e se cobrirem de vergonha.
Tolice minha: como hão de se cobrir com o que não têm?

Postado por Brizola Neto 41 comentários

Não tenho absolutamente nada contra o jornalista José Roberto de Toledo, especialista em pesquisas eleitorais do Estadão.  Se ele quer enxergar semelhanças nesta eleição com a de 2006, quando o PSDB conseguiu chegar ao 2º turno com Geraldo Alckmin, tem todo o direito.Se quer dizer que “depende mais de Serra” uma mudança no quadro, que seja. A opinião é livre.
E se quer ignorar, também, que Ibope e Datafolha acabaram por “correr atrás” dos números do Sensus e da Vox Populi, que vem de registrar uma apmliação ainda maior da distância entre Dilma e Serra, que já superaria os 30 pontos, também pode, apesar de ter o dever de registrar os números e de explicar, com franqueza, porque não os acha confiáveis.
Mas, em nome da verdade e da lisura, tem de mandar corrigir o gráfico que está publicando no site do Estadão e que reproduzo na parte de cima da imagem que, alertado pelo comentarista Thiago, fui verificar. Ali, a ponta da curva dos dois candidatos tem uma inflexão: a de Dilma para baixo e a de Serra, para cima, como se vê no destaque. Ainda que pequena, esta inflexão não existe, segundo o próprio Ibope, cujo gráfico está reproduzido na parte de baixo e que registra, como se destaca, uma linha reta entre as últimas pesquisas.
Um analista de pesquisas, mais que qualquer outro, sabe que inflexões em curvas podem levar a interpretações.
Corrigindo o erro e esclarecendo seus leitores agirá bem. Não é crível que se vá expor a uma acusação de produzir uma “virada gráfica” na evolução da intenção de voto sem que haja números para sustentá-la.

Postado por Brizola Neto 45 comentários

O que faz de um país uma nação?
Um língua, uma cultura, uma religião?
São traços, decerto, de uma identidade. Mas elas podem ser iguais e cobrir divisões insanáveis, como vemos em certos países do mundo árabe  ou podem ser várias e conservarem-se unidas como vimos em outros países até que a cizânia da dominação se servisse da diversidade para seus objetivos de poder, embora outros estados progridam na sua diversidade linguística e cultural em várias partes do mundo.
Isso não explica que este tenha se tornado um país para os que vieram da Europa, para os que foram arrancados do coração da África e trazidos para cá, para os que restaram dos antigos donos desta terra. Não explica porque tantos, de tantos solos do mundo, se tornaram igualmente filhos deste solo e a ele ofereceram seus próprios filhos e netos.
O que foi nos transformando, desde Guararapes, num país real foi a implacável constatação de que temos um destino comum. Somos tão grandes e tão variados que chega a ser assombroso que não tenhamos nos fragmentado e, ao contrário do que aconteceu com nossos vizinhos sul-americanos, não sejamos um rosário de nações, que só lentamente começam a retomar o sentimento da identidade que possuem.
Mas, se por uma série de eventos históricos, nosso separatismo nunca foi como lá, se nosso amor pela terra jamais perdeu o olhar distante de nossas imensidões, o Brasil não esteve imune à divisão. A separação que aqui também ocorreu. O poder político e o poder econômico, não importa onde estivessem concentrados, nacional ou regionalmente, sempre reproduziram o esquema desigual e leonino que nos veio da era colonial: as riquezas para metrópole – e nela, quase toda para os senhores – , o atraso e a pobreza para a colônia.
Vivemos, na segunda metade do século 20, o que há duas ou três décadas vivem as antigas metrópoles européias: depois de drenarem sua riqueza e abandoná-las sem futuro, elas tiveram de suportar a “vingança” a seu próprio crime, recebendo não mais as ouro, prata, alimentos, mas gente aos milhares, aos milhões, procurando o que são força incontíveis no ser humano: sobreviver e desejar.
Nossas metrópoles internas incharam, suas periferias explodiram, o convívio humano e a vida citadina degradaram-se. As elites brasileiras pagaram este preço por sua estreiteza de raciocínio e de sentimentos. O enigma que não decifram ficou prestes a devorá-la. O egoísmo transformado em ideologia, a ganância transformada em “lógica de mercado”, a sabujice mental transformando em “preparo intelectual” e “modernidade” o que era simples feitoria dos interesses econômicos a impediram de ver que o Brasil é um país de todos e para todos, ou não será país nenhum.
A eleição de Lula e sua ascensão ao poder não foram, e imediato, uma ruptura com este destino. A democracia real, para nossas elites, era a idéia da barbárie, da selvageria, das invasões, dos confiscos, da negação dos contratos e dos direitos. A “Carta aos Brasileiros” da primeira eleição de Lula funcionou como uma garantia, nem tão aceita, de que não seria assim.
E não foi – e nem se quer que seja.
Mas o metalúrgico de Garanhuns passou por algo que, na luta pela unificação da Itália, o percebeu Nicolau Maquiavel: assim como para pintar uma montanha, olha-se da planície e à planicie só é totalmente vista da montanha, para compreender a natureza dos governantes é preciso ser povo e para entender a natureza dos povos é preciso governá-los.
Não que ele não carregasse dentro de si as idéias que hoje tem, mas elas se tornaram mais claras quando os ventos do enfrentamento político da segunda metade do seu primeiro mandato, 2005-2006, o fizeram perceber que era no Brasil profundo, do povão, no Brasil de onde vinha ele próprio, que teria o apoio para mudar. Que “tudo muito bom, tudo muito bem” de ter preservado a certas políticas econômicas herdadas de FHC, atenuando-as e tornando menos agudo o gume com que feriam este país, mas que, por ali, não se ia mudar. E nem com aqueles que a isso batiam palmas.
Naquele período, como a D. Pedro, fizeram-lhe ver que ele não estava lá para governar um povo, mas para governar segundo os interesses de “metrópole” econômica e os de sua “corte”. E a ele coube dizer um “fico” quando elas ameaçaram lhe dizer: “saia!”.
Desde então, operou-se uma opção clara em Lula, que se reflete no que foram estes seus anos mais recentes de Governo. Idéias que, na perspectiva sindical e política diferem, no horizonte do estadista se confundem: crescimento e justiça, modernização e inclusão, nacional e popular podem diferir na régua curta do instante, mas são inseparáveis na fita da História.
Chegamos a este Sete de Setembro como quem chega às margens do Ipiranga. Nosso país está a um passo de abandonar os laços com seu passado colonial, que sobreviveu à Inependência e à República. Vamos nos tornar senhores dos nossos próprios destinos.
Agora, como lá, não será um passe de mágica. Ainda enfrentaremos muitos combates e batalhas. Teremos de contar com apoio e alianças, com Labatuts e Cochranes. Mas como o sol aos baianos irridentos na Batalha de Pirajá, a luz nos guiará.
Nós vimos a face da esperança e seu brilho atrai de forma irresistível nosso povo.
Viva o Brasil de todo o povo brasileiro!

Postado por Brizola Neto 31 comentários

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