Ontem eu postei aqui a informação, enviada por um leitor, de que a a “banda-larga” popular do Governador José Serra ( e que o Ministro Hélio Costa quer imitar) era uma empulhação. Fui conferir, e é mesmo. R$ 30 reais mensais por uma conexão lenta (250 kilobytes por segundo, que na prática se reduz a muito menos (consulte qualquer usário), casada com a compra de um telefone (mais 30 reais de assinatura). Isso, com a renúncia fiscal de 25% de ICMS.
Olha aí do lado o anúncio da Vivo. Internet móvel, em qualquer lugar, sem a tarifa de telefone. É promoção por três meses, depois dobra de valor. Passa a 49,40. Menos do que o cidadão vai pagar no “pacote Serra”. E com os 25% de impostos incluídos. As outras operadoras também andam por aí.Por 10 reais a mais, R$59, a TIM ofederece internet móvel com acesso ilimitado. E o pacote ainda prevê a cobrança de R$ 100 no caso da migração de outros pacotes para o pacote popular, uma taxa de R$ 100 para reinstalação se solicitada antes de 12 meses após o desligamento e R$ 50 pela assistência técnica em caso de defeito causado pelo usuário.
Mas elas querem é a rede do Governo, os 30 mil km de fibras óticas. Dizem que têm muito mais, mas somam a metragem dos fios telefônicos comuns, de baixa capacidade, para afirmar que têm mais cobertura.
Ontem à , o excelente site especializado Teletime publicou a reação do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, que foi desautorizado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, a falar como porta-voz do governo sobre o Plano Nacional de Banda Larga. Leia só o que ele diz da necessidade de fazer as teles serem sócias (grátis) deste que é um grande negócio para elas:
- “Eu fiquei impressionado com o que ouvi aqui dos órfãos da telefonia. Eu confesso que esperava mais”, “Quem diz isso não entende o mundo em que estamos vivendo hoje”.
Ontem, num debate sobre telecomunicações, Santana desancou os que querem que o Estado deixe a banda larga por conta das telefônicas, e não faça o que a Austrália está fazendo para dar acesso universal à população e às empresas.
- “Nós estamos de fato com a turma das antigas aqui, com os órfãos das teles que acham vamos fazer Internet pelo telefone. Por acaso a privatização foi criada aqui? Não, né? Foi copiada de alguém”.






Caro deputado,
a inclusão digital é a ULTIMA FRONTEIRA.
Completada, a democracia estará assegurada; afinal, não teremos mais grandes monopólios tão poderosos, como a Rede Globo, a ponto de colocar em risco a República.
A população estará livre, liberta, em termos de informação.
A qualidade da democracia melhorará muito.
Hoje a Imprensa cumpre o mesmo papel que a Igreja Católica cumpriu na Idade Média.
Com a internet, a “laicização” virá!
Chega de PiG!
Viva a internet!
Prezado deputado.
Parabéns pelo excelente blog, que vai além da política eleitoral, para alcançar a Política com P maísculo.
Em outubro do ano passado Dom Serra fez um contrato com a Microsoft para conseguir e-mails grátis (!) para os alunos das escolas estaduais daqui. Ora, mas a Microsoft, o Google, a Yahoo, todas já oferecem e-mail gratuito. Ou seja, era uma empulhação.
Agora ele ataca de novo, desta vez com a banda larga de araque (250 kbps é lento) e, ainda por cima, tendo a famigerada Telefônica como parceira.
Naturalmente, a rede Goebbels deu grande destaque. Afinal, é a TV de Serra.