Brizola Neto,no jornal Povo do Rio
Faz tempo que internet de banda larga já deixou de ser artigo de luxo. Com a internet, hoje, a gente pesquisa preços, faz compras, acessa serviços e informações, assiste videos, conversa com os amigos, de forma muito mais prática, simples e rápida.
Rápida?
Nem tanto, porque a internet só existe, pra valer, se é de banda larga, isto é, com grande capacidade de transmissão de dados. Se não for banda larga – quem usa, sabe – não tem velocidade para fazer nem a metade do que se pode fazer pela grande rede. Sem contar em quanto ela é indispensável hoje para o comércio, as escolas e os serviços públicos.
E banda larga no Brasil, infelizmente, é um desastre. É ruim, lenta e, sobretudo, é cara, muito cara.
Tirando aquelas promoções em que você paga mais barato três meses e depois o precinho vira preção e ainda te deixa preso aos prazos de fidelidade, não tem plano de internet banda larga que fique a menos de R$ 50. Dez por cento do salário-mínímo, isso quando o serviço chega nos bairros afastados. Some aí as outras necessidades de comunicação – telefone fixo e um celular de cartão, que seja – que você verá que estar conectado no mundo moderno não exige menos que um gasto mensal aí de uns R$ 150. No Brasil, em relação ao poder aquisitivo da população, a internet custa até nove vezes mais caro que nos Estados Unidos!
Outro dia falarei aqui do verdadeiro assalto que é o celular a cartão, que faz o pobre pagar quatro vezes mais para falar o mesmo minuto de quem tem dinheiro para fazer um plano “top”.
Hoje, nessa nossa primeira coluna, quero explicar a luta que estamos travando lá em Brasília para implementar a banda larga popular. Mas, para isso, é preciso contar uma história.
Foram instaladas fibras ópticas, aquelas que podem conduzir uma enorme quantidade de dados, aproveitando aquelas torres de alta tensão das empresas elétricas e dos sistemas usados pela Petrobras.
Só que Fernando Henrique privatizou esta rede, que tem mais de 16 mil quilômetros – metade de uma volta ao mundo, quase. E a empresa faliu.
Com essa rede, mais de 70 por cento da população brasileira pode ser conectada à internet, com alta qualidade. Por isso, o Governo está recuperando o controle das fibras óticas na Justiça e quer criar uma empresa pública para operar a rede, deixando que as empresas privadas – pequenas, médias ou grandes – façam a distribuição final a preços populares – a partir de R$ 15. Onde elas não fizerem, o próprio Governo fará.
E quem disse que as grandes empresas telefônicas querem isso? Querem é continuar com seu controle do mercado, cobrando caro e servindo mal à população. E pior, sabem que com internet de boa qualidade, vai se poder conversar – e até ver pela câmera – pelo computador, sem pagar nada. E aí o grande negócio delas foi pro brejo. Junto com ela, a grande imprensa também não quer a banda larga chegando ao povão, porque com internet eles não têm mais o controle da informação e não têm tanta facilidade em “fazer a cabeça” da população.
Vocês podem confiar que, com projeto que está sendo feito pelo Ministério do Planejamento e pela Casa Civil, com a Ministra Dilma, o presidente Lula vai poder anunciar o programa de banda larga popular ainda este mês.
E aí, meu irmão e minha irmã, nosso povo vai poder estar muito mais ligado na informação, nos serviços, no lazer . E vai poder ser mais dono do seu próprio nariz.
PS. Se você quiser acompanhar mais sobre este e outros temas, vou ficar honrado de recebe-lo lá no www.tijolaco.com, o nosso blog, onde você pode comentar, sugerir temas e ficar de olho no cumprimento de meus deveres como alguém que foi eleito para servir nosso povo. Grande abraço, e até lá, ou aqui, no próximo domingo.
Rápida?
Nem tanto, porque a internet só existe, pra valer, se é de banda larga, isto é, com grande capacidade de transmissão de dados. Se não for banda larga – quem usa, sabe – não tem velocidade para fazer nem a metade do que se pode fazer pela grande rede. Sem contar em quanto ela é indispensável hoje para o comércio, as escolas e os serviços públicos.
E banda larga no Brasil, infelizmente, é um desastre. É ruim, lenta e, sobretudo, é cara, muito cara.
Tirando aquelas promoções em que você paga mais barato três meses e depois o precinho vira preção e ainda te deixa preso aos prazos de fidelidade, não tem plano de internet banda larga que fique a menos de R$ 50. Dez por cento do salário-mínímo, isso quando o serviço chega nos bairros afastados. Some aí as outras necessidades de comunicação – telefone fixo e um celular de cartão, que seja – que você verá que estar conectado no mundo moderno não exige menos que um gasto mensal aí de uns R$ 150. No Brasil, em relação ao poder aquisitivo da população, a internet custa até nove vezes mais caro que nos Estados Unidos!
Outro dia falarei aqui do verdadeiro assalto que é o celular a cartão, que faz o pobre pagar quatro vezes mais para falar o mesmo minuto de quem tem dinheiro para fazer um plano “top”.
Hoje, nessa nossa primeira coluna, quero explicar a luta que estamos travando lá em Brasília para implementar a banda larga popular. Mas, para isso, e preciso contar uma história.
Foram instaladas fibras ópticas, aquelas que podem conduzir uma enorme quantidade de dados, aproveitando aquelas torres de alta tensão das empresas elétricas e dos sistemas usados pela Petrobras.
Só que Fernando Henrique privatizou esta rede, que tem mais de 16 mil quilômetros – metade de uma volta ao mundo, quase. E a empresa faliu.
Com essa rede, mais de 70 por cento da população brasileira pode ser conectada à internet, com alta qualidade. Por isso, o Governo está recuperando o controle das fibras óticas na Justiça e quer criar uma empresa pública para operar a rede, deixando que as empresas privadas – pequenas, médias ou grandes – façam a distribuição final a preços populares – a partir de R$ 15. Onde elas não fizerem, o próprio Governo fará.
E quem disse que as grandes empresas telefônicas querem isso? Querem é continuar com seu controle do mercado, cobrando caro e servindo mal à população. E pior, sabem que com internet de boa qualidade, vai se poder conversar – e até ver pela câmera – pelo computador, sem pagar nada. E aí o grande negócio delas foi pro brejo. Junto com ela, a grande imprensa também não quer a banda larga chegando ao povão, porque com internet eles não têm mais o controle da informação e não têm tanta facilidade em “fazer a cabeça” do população.
Vocês podem confiar que, com projeto que está sendo feito pelo Ministério do Planejamento e pela Casa Civil, com a Ministra Dilma, o presidente Lula vai poder anunciar o programa de banda larga popular ainda este mês.
E aí, meu irmão e minha irmã, nosso povo vai poder estar muito mais ligado na informação, nos serviços, no lazer . E vai poder ser mais dono do seu próprio nariz.
PS. Se você quiser acompanhar mais sobre este e outros temas, vou ficar honrado de recebe-lo lá no www.tijolaco.com, o nosso blog, onde você pode comentar, sugerir temas e ficar de olho no cumprimento de meus deveres como alguém que foi eleito para servir nosso povo. Grande abraço, e até lá, ou aqui, no próximo domingo.






Pois é, o brasileiro ja era pra ter esse recurso – banda larga, á um tempo!
Lembro-me que um colega recém chegado do Japão, estava retornando para morar aqui no Brasil, tinha me tido que a internet nesse país há uns 8 anos atrás era de 12mb, ou seja, altissima qualidade.
Portanto, espero ancioso a funcinalidade desse recurso tão importante para o crecimento intelectual de nossa sociedade.
Parabén pelo Artigo Deputado.
Acredito que o que o Povo precisa é justamente a proposta da Telebrás. Muitos querem criticar o projeto pois vao atingir o bolso das grandes operadoras que sugam até o último centavo dos que tem condiçao de pagar por um serviço ruim.
Que venha a Telebras!
Parabéns pelo artigo, uma explicação bem simples e didática. Acompanho e discuto desde 2007 esse excelente projeto PNBL do governo federal.
Uma pena que a oposição (políticos/mídia PiG) estão desviando o foco dos inúmeros benefícios do PNBL e querendo apenas defender intere$$es particulares no intuito de transformar o projeto em um escândalo nacional.
Rogério Santanna, Cesar Alvares, Senador Paulo Bernardo, etc… defensores do retorno da Telebrás estão fazendo um excelente plano em benefício daqueles que realmente precisam ser beneficiados… “O POVO”.
Força !
Que venha a Telebrás!
Sturt,
Banda larga se refere principalmente à velocidade de conexão, não ao meio.
Não sei se a banda larga do governo vai precisar de telefone, espero que não, mas tudo leva a crer que vai ser implantada por meio de cabos.
Mas como a “última milha” será prestada por meio de empresas privadas, esta deverão poder escolher o melhor meio de transmissão.
A conexao à rádio, ao menos aqui na minha região, é bem instável em comparação à feita através da rede telefônica.
Mas em alguns lugares mais distantes da rede, acaba sendo mais viável.
Deputado,
Sei que prazo é sempre pura especulação, mas gostaria de saber, na sua opinião, numa previsão otimista/realista, quando essa banda larga do governo poderia estar finalmente chegando às casas das pessoas, aqui no estado do Rio?
Assim, seria algo pra daqui a anos, ou existiria chances de estar funcionando ainda este ano?
Moro no interior e, aqui, o serviço é bem pior e mais caro.
Deputado,
Qual a diferença entre a internet banda larga e a rádio?
Até hoje não sei qual é a usada na minha casa…
[...] desejar ler o texto, está publicado – e o farei sempre – na seção Artigos, onde pedi que um amigo a postasse, já que estou participando da inauguração do Hospital da [...]