Talvez muita gente não saiba, mas o nome do movimento de extrema-direita nos Estados Unidos é Tea Party por conta de um episódio ocorrido no processo de independência daquele país, conhecido como Festa do Chá de Boston, quando um grupo de colonos americanos, protestando contra os impostos exigidos pela Coroa inglesa, usaram roupas de índios e atacaram um navio da Companhia da Índias Orientais carregado de folhas de chá.
Foi justamente por causa dos impostos – e não por causa da independência – que o movimento, agora, apropriou-se deste nome. O programa deste setor do Partido republicano – e, de certa forma, de todo o partido – se resume em cortes de impostos.
Ninguém, é claro, seria contra qualquer corte de imposto se isso não comprometesse aquele mínimo de equilíbrio para merecer o nome de civilizada.
Mas não é assim. Aqui, a imprensa brasileira, sempre desejosa de mostrar que seu “modelo” mundial é um território paradisíaco de baixos impostos, noticiou que o presidente Barack Obama anunciou um plano para combater o desemprego que corta impostos. Verdade. Corta impostos sobre folha de pagamento e pequenas empresas, além de aumentar benefícios sociais aos desempregados e propor um programa de obras públicas e de construção civil para minorar a desocupação que levou o país a um recorde de pobreza., anunciado oficialmente hoje.
Se você refletir, vai ver que não há nada de muito diferente do que se fez aqui, com a ampliação do Simples, desonerando as micro, pequenas e médias empresas e com os programas integrantes do PAC, destacadamente o Minha Casa, Minha Vida.
Mas o programa de Obama também prevê aumento de impostos, uma vez que não há mágica que faça dinheiro aparecer do nada. Segundo a Agência Reuters, “o plano de Obama levantará 400 bilhões de dólares nos próximos 10 anos ao colocar novos limites sobre deduções para pessoa física com renda superior a 200 mil dólares por ano e para famílias com renda de mais de 250 mil dólares.O restante do dinheiro virá de outros impostos, incluindo taxas sobre donos de jatos corporativos e sobre a indústria de gás e petróleo.”
Em resumo, aumento do Imposto de Renda, sobre propriedade e sobre atividades excepcionalmente rentáveis.
Nos EUA, quem ganha acima de US$ 200 mil (R$ 340 mil) por ano paga uma alíquota entre 33 e 35%, antes do aumento. Aqui, paga 27,5%.
O desmeprego americano reflete-se diretamente os serviços de saúde. Cerca de 50 milhões de americanos estão, por conta de um sistema privado de saúde, baseado em planos de saúde empresariais, por conta do desemprego, estão sem qualquer cobertura médica. Não tem SUS por lá.
Todos querem recursos para a saúde. Mas não podemos fazer aumentos de impostos, porque isso sufocaria nossa economia. Verdade, de estes impostos forem criados sobre a cadeia produtiva. Mas não se forem aplicados sobre a renda e sobre transações que não estimulem nossa economia.
A classe média alta e a elite brasileira não estão afogadas em impostos. O sistema tributário brasileiro castiga os pobres: 53,9% dos rendimentos daqueles que ganham até dois salários mínimos é consumido em tributos indiretos. Já entre os mais ricos, com renda acima de 30 salários mínimos – R$ 16,35 mil mensais - a carga tributária é de 29% dos rendimentos. Tanto não é desesperadora a situação de nossa classe média alta que o número de turistas brasileiros que visitaram os Estados Unidos no primeiro semestre de 2011 cresceu 28,1%, em comparação com o mesmo período de 2010. Só no mês de junho o crescimento foi de 33,8%. E cada um deles deixa lá, em média, R$ 10 mil.
A presidenta Dilma tem razão. A CPMF desmoralizou-se pelo fato de ter sido sua renda destinada a outras despesas que não às do sistema de Saúde. Mais ainda, porque teve o erro de origem de não incidir sobre aqueles que movimentavam a partir de certo valor em suas contas, o que poderia ter sido limitado a, por exemplo, dez salários mínimos. Isso foi o que Lula tentou fazer, mas as pressões já eram grandes demais para que isso fosse viável.
Nos Estados Unidos, Obama tem pouca chance de aprovar seu plano para gerar empregos, porque nem a oposição nem a grande mídia – salvo exceções – se oporá às elevações de importo. Aqui, da mesma forma, não existem condições políticas de recriar a CPMF.
Mas existem, se começarmos a discussão, a possibilidade de taxarem-se as altíssimas rendas e as grandes fortunas. Nossos problemas fiscais tem sido resolvidos, até agora, com o crescimento e a formalização da economia, não com a elevação de taxas, que só ocorreu para regular fluxos de capitais – caso do IOF – e não para resolver probremas de arrecadação.
Se podemos e devemos financiar uma saúde pública de alta qualidade, precisaremos, como diz o Dr. Adib Jatene, pagar por isso. Até porque já pagamos: os planos de saúde que todos, com boas razões, querem fazer cobram mais dos clientes em um mês do que lhes custaria a CPMF em um ano.
Como exemplo, quem tem uma renda familiar de 10 mil reais por mês recolheria de CPMF e a movimenta no banco, com aquela alíquota de 0,38%, mesmo sem isenção até um certo patamar da renda, R$ 38 reais mensais. Ou R$ 1,26 por dia.
Esse é o valor que faz nossa elite gritar, em lugar de discutir com seriedade as fontes possíveis e justas de financiamento para uma elevação da saúde pública a um nível adequado, onde ela própria possa, querendo, utilizar-se dela.
E não as compras em Miami, como a alguns de seus porta-vozes.






Que se registre essa a fogo:
passou agora a pouco na C^amara Federal, com o ap^oio da
amplo espectro da Base – liderada pelo ‘agil Sr. Vacarezza,
pelas liderancas dos Tucanodemos e….., p’asmen, com a
Relatoria da conhecida Sra. Jandira Feghalli do PC do
B, a Medida Provis’oria 536 tendo como contrabando um
gatilho para aumento autom’atico das Anuidades dos chamados
Conselhos Federais Profissionais……!!!!! Barbaridade….!!!!
Por mim, carga tributário tem que ser de 45%, investimento em educação tem que ser superior a 10% do PIB (com ensino integral no ensino fundamental, universalização da creche com acompanhamento desde a gestação, universalização do ensino superior e professor deve ter média salarial acima das outras categorias, pois um país precisa atrair os melhores profissionais para formar outros profissionais) e ciência e tecnologia deveria receber pelo menos 3% (e com política industrial forte, pois industria é fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico).
País rico não é país onde cidadão ganha R$ 2000,00, paga 200 de imposto e sobra R$ 1.800,00; país rico é país onde o cidadão ganha R$ 10.000,00, paga R$ 5.000,00 de imposto, sobra R$ 5.000,00 e ele ainda tem saúde, educação, segurança e outros serviços públicos de qualidade.
Mas é preciso fazer uma reforma tributária com imposto progressivo (onde rico pague mais imposto), que tenha imposto sobre grandes fortunas e que seja um sistema menos burocráricos (o nosso é uma bagunça, cheio de regrinhas que dificultam o cálculo e o combate a sonegação).
Caro Brizola
Como funciona a questão dos impostos dos EUA?!
Não vejo ninguém comentando esse assunto. É tabu?
Saudações
É isso aí Fernando……, que a sua trombonada chegue aos ouvidos da Dilma……!!!!!
CPMF já, uma vez que o Povão não tem medo dela……; afinal CPMF é bem mais barato do que Plano de Assistência Médica…….!!!!!
O valor da CPMF é o que menos importa para os “empresários”, grande problema da CPMF para eles são as dificuldades que ela trás para sonegação, evasão de divisas, caixa 2 e corrupção. Ai eles usam os coitados dos assalariados com este papo de imposto, escreva no Google “Instituto Milenium imposto” e perceberam.
Até que enfim, alguém se preocupa em explicar o que é Tea Party. Tava doidinha pra saber.
A Imprensona e até a blogosfera agem como se todos nós fôssemos sabidos como eles. Um pouco mais de didatismo seria bem-vindo.
Assim como faz o Tijolaço. Do jeito que a gente gosta, e do jeito que deve ser.
Obrigada, Brito!
Deputado: CPMF Já! Vinculada ou não a saúde. ABAIXO a corrupção da sonegação de impostos.
Confesso que já estou de saco cheio de ver tanta gente de esquerda com vergonha de apoiar a CPMF.
Quem está na chuva é pra se molhar. Pra se fazer distribuição de renda tem que cobrar imposto, sim!
Parem de choramingar por causa de 38 reais mensais. CPMF JÁ!
ASSUMAM!
Pois é. Por que esse medo? Estou vendo de perto o drama de uma pessoa que procurou assistência médica pelo SUS e que terá de ficar durante meses à espera da liberação de um exame simples como uma endoscopia, fundamental para o diagnóstico da doença.
Acho que o povo tem de ir pra rua, lutar para que problemas desse tipo sejam resolvidos. E não há nada mais justo do que forçar o congresso a ir buscar recursos no lugar certo, o bolso dos ricos que se beneficiam com a especulação financeira e com a sonegação de impostos. Isso, sim, é combater a corrupção.
O pior é que os partidos que se dizem de esquerda não assumem esse posicionamento, não se preocupam em esclarecer a população sobre essas questões e, com isso, entram de cabeça nas ciladas preparadas pela mídia.
Pode-se, também, elevar o IOF das operações financeiras de soma zero. Isso, alem de arrecadar, inibe o cassino financeiro.
Deputado Brizola Neto.O problema não esta nos 0,38% de alíquota,que eu pagaria com gosto se a CPMF,voltar nos mesmos moldes de antes.Está na rastreabilidade do sistema.Perceba ela caiu no congresso,justamente quando os sistemas da Receita Federal,passaram,finalmente a serem integrados e interconectados.
Já imaginou quanto sonegador eles poderiam pegar com isso ?
Tem inclusive um estudo que mostra que 69 dos 100 maiores contribuintes da CPMF,jamais haviam pago IR.Dá para imaginar o tamanho do problema ?
Esta gente é suja e hipócrita,se levantam contra os impostos,porém jamais contra a sonegação.E escuta uma coisa deputado,a ideologia por traz do Tea Party e que esta aos poucos se embrenhando nos corações e mentes,de nossa classe média,colonizada e hipócrita,o senhor pode encontrar nos textos deste site aqui : http://www.mises.org.br/.
Sugiro que leia todos o textos deles com atenção,sempre que lhe sobrar tempo,até mesmo para criar contra-argumentos fortes,perspicazes e contundentes,no debate com estes alucinados.
O sonho acalentado pelas elites estadunidenses, mais conservadoras e reacionárias,é envolver toda a sociedade num individualismo mortal e paralisante.Com isso o sujeito vai estar tão preocupado em sobreviver com os trabalhos que lhe restarem que jamais poderá contar com a força da mobilização popular e das massas,para mudar os rumos e desígnios que a humanidade será conduzida se esta ideologia prevalecer.
No fundo, no fundo é este o projeto desta gente.Acabar com o Estado,e contra toda e qualquer forma de proteção social.
Voltaremos ao tempo dos cruzados e dos senhores feudais,e o ser humano de toda e qualquer raça,será comercilizado como escravo.
A grande verdade é que o pessoal da bufunfa, tem nojo de pobre e de povo, para eles, a chamada elite, tudo que for consenso e vier a beneficiá-los, pouco importa o que vai acontecer ao país e com os trabalhadores das classes menos favorecidas, que ganham mízeros salários e sofrem com a falta de atendimentos médico de qualidade, educação e segurança. Isto para eles é um mero detalhe, a soberba e a pose é o que contam. Para eles povo é lixo e elite é luxo e riqueza.
O “tea party movement” made in brazil (made mesmo) mora todo em São Paulo.
A sede é aqui, mas tem filiais notáveis no Paraná, Santa Catarina e outros ninhos.
IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS JÁ!
POR QUE NINGUÉM SE MOBILIZA PRA ISSO SE JÁ HÁ PREVISÃO CONSTITUCIONAL NESSE SENTIDO?
POR QUE OS PROJETOS NESSE SENTIDO NÃO ANDAM NO CONGRESSO?
A DEPUTADA JANDIRA DO RIO TAMBÉM TEM UM PROJETO NESSE SENTIDO, TRIBUTANDO “FORTUNAS”A PARTIR DE 5 MILHÕES DE REAIS! SERÁ QUE GRANDE PARTE DO CONGRESSO É DE MILIONÁRIOS? POR QUE NÃO SE APROVA?
Xi, Júlio, Lula tentou mas foi obrigado a recuar. Não exija isso da Dilma, os plutocratas puxariam o tapete dela.
Acho a CPMF o imposto mais justo que pode existir, sobretudo se toda a sua arrecadação for destinada à saúde e, nem precisa de isenção por faixa de renda, afinal o percentual é muito baixo, mas se puder aumentar gradativamente a taxa conforme o montante movimentado fica mais justo ainda, outra grande vantagem da CPMF é que ela não gera custo de arrecadação para a receita enquanto os outros tributos federais geram altos custos tanto para a receita na arrecadação e fiscalização, quanto para os contribuintes devido a burocracia toda para calcular e recolher.
E o Barack OBA-OBA já declarou que eles “venceram o comunismo”!
Para os ricos TUDO!
Esse é o lema e eu nunca me enganei com o discurso desse pseudo “afro-americano”…
A burguesia fede, a burguesia quer ficar rica, enquanto houver burguesia não vai haver poesia.
Documentário – Vida e Dívida
Mostra as táticas e manobras do FMI e Banco Mundial. http://fwd4.me/08Wv